BISTRÔ PORTOSOL - Salvador / Bahia
BISTRÔ PORTOSOL
Cozinha Austro-Húngara - Altösterreichische Küche
Salvador - Bahia - Brasil
Rua César Zama, 04 Porto da Barra - Barra
Telefone: (055) 71 3264 - 7339 Celular: (055) 71 9963-6433
Aberto de terça-feira a sábado das 18:37 às 24:59 ... "maomeno"



Salvador - Bahia (Primeira capital do Brasil)







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Textos

Comida Caseira... o que será isto?


  Imagino que a maioria de nós responderia de pronto: "feijão e arroz".

  Será que isto define "comida caseira"?

  No exército se come feijão e arroz, no "PF", no prato feito da esquina também tem feijão e arroz... Nesses dois, como em ouros casos semelhantes, certamente não podemos afirmar que o feijão e o arroz preparados para um batalhão seja obrigatoriamente igual a feijão e o arroz cozidos na casa da mãe ou da sogra...

  Comida caseira, além das receitas da mãe e da avó, implica descascar, picar ou espremer alho, cortar cebolas à "brunoise" ou à "julienne"..., preparar o "roux" para molhos e cremes... depois de saber qual prato vai fazer!

  Outro ponto que a meu ver deve ser observado: saber ou até conhecer quem manuseia os alimentos, os ingredientes, que se tornarão a comida, que vem para o seu prato.



Quo Vadis comida típica?


   - Isto eu posso comer todo santo dia lá em minha terra -, diziam uns turistas austríacos ao passarem pelo nosso bistrô PortoSol no Porto da Barra em Salvador, Bahia, Brasil, conferindo o cardápio afixado na porta.

   Será que podem mesmo? Será que conseguem isto realmente? Será que os petiscos, tira-gostos e pratos, outrora típicos na Europa Central, atualmente são tão fáceis de encontrar nos bares e restaurantes europeus? Será que os sabores cultivados por nossos pais e avós, na Áustria, na Alemanha, na Suíça ou na França, merecendo o predicado “comida típica”, são tão comuns como dizem, fazendo parte de qualquer cardápio no país de origem?

   O europeu mudou muito de uns 50 anos para cá. Eu sou da época das vacas magras do pós-guerra. Conheço a magia das iguarias preparadas com ingredientes simples. É o que servimos para quem freqüenta o bistrô PortoSol. O europeu de hoje já não conhece a penúria de outrora e as vacas parecem tão obesas quanto ele próprio. O europeu da atualidade é bem de vida e por isso exige e consome produtos elaborados e refinados. O que não é obrigatoriamente sinônimo de felicidade gastronômica!

   Lembro-me de um episódio curioso durante uma das nossas visitas à minha terra natal, a Áustria. Chegando lá, parecemos troféus que parentes e amigos gostam de exibir. “O pessoal do Brasil !” Volta e meia somos convidados para almoçar em um restaurante. Detesto esses programas, pois prefiro lugares simples e aconchegantes com comida caseira. Nossos queridos amigos e parentes têm outra idéia de um almoço de domingo e nos levam a lugares chiques, ou o que na concepção deles possa ser chique. Qualquer gesto meu de desagrado é quitado com um beliscão por parte de Maria Alice, que se apressa em me lembrar de quem vai pagar a conta.

   E como eu detesto aqueles restaurantes chiques na Áustria! Odeio o estacionamento feito para uns 500 carros e mais duas dúzias de ônibus. Odeio igualmente as instalações inóspitas, que facilmente comportariam ao mesmo tempo três festas de casamentos, 5 aniversários, 8 batizados e uma reunião do International Womens Club. Esses galpões gigantes, lembrando instalações de fábrica ou hangares de Boeing 747.

   Foi com esse astral, sentindo-me um camundongo na Basílica de São Pedro, que a garçonete me entregou o cardápio. A listagem de comes e bebes pesava uns 5 quilos, o que de qualquer modo significa mal agouro. Ainda mais, se a capa é de couro. Com medo do que ia encontrar, pedi o que queria comer e que deveria ter em qualquer restaurante de minha terra natal, a Estíria: um assado de porco!

   - Não temos - , respondeu a garçonete vestida de traje típico estilizado. - Assado de porco não há, mas o senhor pode comer um “Cordon bleu!”

   Entre beliscões e olhares de desaprovação de Maria Alice escolhi uma comida menos refinada possível daquele desfile de pratos sofisticados.

   A bem da verdade, a vista daquele restaurante no Sulmtal na Estiria, Áustria é linda. Alguns dos austríacos mais malucos chamam aquela região de “a Toscana da Estíria”. Talvez tenha sido esta a razão, ou melhor, o desatino, de terem plantado ciprestes no meio daquela linda terrinha, desfigurando completamente a paisagem original.

   Depois da refeição pedi uma daquelas típicas aguardentes produzida naquela região de intenso cultivo de frutas. Aguardente de ameixa, de pêra, de maçã, de pêssego, de damasco...

   - Não temos -, disse a garçonete... - as o senhor pode beber um Cointreau...-

   Antes mesmo de exclamar :- ora, vão p´ro diabo! - , senti outro beliscão nos meus pneus laterais...

   É por isso que ouso duvidar que europeu possa achar as iguarias que servimos no nosso bistrô Portosol em qualquer restaurante na Alemanha ou na Áustria. O fato de já termos servido Pratos de Queijo e mostarda tipo Dijon a turista francês, Salada Grega para grego e Cevapcici para croata, reforça a minha teoria.

   Depois de uma segunda olhada, os turistas austríacos resolveram encarar salsichão com mostarda forte entre outras coisas e parecem ter adorado. Os pratos que haviam deixado a cozinha com salsichas e bistecas, chucrute e maionese de batata, voltaram vazios e as cumbuquinhas de mostarda pareciam ter sido lambidas. Para ver o ar de satisfação daqueles turistas austríacos é só ver as fotos na página do bistrô.

   P.S. - Quem duvidar dessas minhas linhas ou pensa que esse fenômeno só se apresenta na Europa, que preste atenção da próxima vez em que comer um acarajé num certo condomínio fechado em Lauro de Freitas, onde a baiana de acarajé resolveu substituir o camarão seco por uma camarão da Maricultura...





Proselitismo “cervejístico”.


  - ... sendo gelada, bebo qualquer cerveja -, diz a maioria dos Baianos...

  Quem pensa que os pecados contra os costumes do copo se restringem à mistura de Whisky com Guaraná, não sabe da missa a metade.

  Refiro-me à forma pouco ortodoxa de se beber cerveja por essas plagas.

  Como o Brasileiro prefere o chope à cerveja em garrafa, ainda há esperança. Consumidores desta bebida milenar, que até hoje cometem a heresia de beber a cerveja quase congelada e em copos de geleia de mocotó, ainda podem ser salvos.

  Com jeitinho se aprende a curtir o pleno prazer de sorver “a loira”. Num copo com “design” correto, bem lavado e enxaguado com água fria, numa temperatura adequada e com uma “coroa de espuma” - algo mais que o conhecido “colarinho” - imprescindível para a degustação perfeita.

   Gelada demais, a bebida não só perde o sabor, como também esconde eventuais defeitos. Tanto na cerveja quanto no vinho branco.

  Uma tulipa de cerveja tirada da garrafa com jeito e competência, não tem apenas a boa aparência de um chope. Até o gosto se aproxima muito do líquido dourado, extraído do barril.

  Enquanto eu não conseguir convencer os bebedores de cerveja em aderir ao meu modo de “celebrar a loira”, vou exorcisando o diabo com o belzebu, servindo-a “estúpidamente gelada”.





Vinho no Brasil e no Bistrô PortoSol


   Quando cheguei no Brasil há 33 anos, cultivava-se neste gigantesco país apenas um tipo de cepa de uva: a Isabella, no Rio Grande do Sul.

   Com arrepios me lembro ainda hoje daquelas garrafas de 4,6 litros de vinho tinto simples. "Capelinha !"

   Naquela época quase não se consumia vinho na Bahia. Na páscoa, se muito, por causa da tradição religiosa.

   Hoje se cultiva no Brasil castas de uvas de qualidade do tipo Vitis vinífera, tais como Merlot, Malvasia, Pinot, Riesling etc. Não apenas no sul do país, como também no nordeste, às margens irrigadas do Rio São Francisco.

   Nas etiquetas das garrafas de vinhos brasileiros do Bistrô PortoSol, no bairro boêmio Porto da Barra em Salvador, Bahia, aparecem nomes como Cabernet Sauvignon, Merlot Noir, Chenin Blanc… ao lado de botelhas importadas, cheias de Beaujolais, Dão Grão Vasco, Frascati…

   Numa das últimas farras nas estradas de vinho de minha terra, a Estíria, Áustria, na "Buschenschank" do viticultor com vulgo Rucksackpeter em Hohenbrugg bei Fehring, pedi um copo de vinho, que até então só conhecia de ouvir falar : "Uhudler", também chamado de "Heckenklescher".

   O primeiro gole também foi o último! "Capelinha"! Voltamos imediatamente para os vinhos de marcas conhecidas, como Blauer Zweigelt e Welschriesling.

   Tocando nesse assunto com amigos, fiquei sabendo que o tal "Uhudler" e "Heckenklescher", isto é, o vinho produzido com a uva Isabella, atualmente tem grande procura na Áustria, chegando a ser o vinho da moda.

   Não faço questão de "Capelinha"- . Para acompanhar os bons queijos, que hoje também já são produzidos no Brasil, como Brie, Camembert, Gorgonzola, Tilsit, Edam, St. Paulin, Gruyère etc., bebe-se no Bistrô PortoSol um copo ou três ou uma garrafa inteira de Cabernet Sauvignon da vinícola Botticelli da Fazenda Milano, que viajou do Rio São Francisco até Salvador, um pouco mais de 400km. Os vinhos produzidos no Rio Grande do Sul têm que percorrer uma distância de 4000km para serem servidos pelo Tio Reinhard e pela Tia Maria Alice no Bistrô PortoSol.

  Vale enfatizar que no Bistrô PortoSol se serve o vinho de marca na taça de 1/8 de litro, para quem não quer beber uma garrafa inteira. Quem quer beber uma garrafa, bebe uma, bebe duas... per Baccho!





Opereta PortoSol


   Quando pensamos na Áustria e na Hungria, vêm logo imagens de operetas de Johann Strauss, de Franz Léhar, como "Barão Cigano", "Duquesa Máriza" etc. à nossa mente.

   O mesmo colorido romântico das operetas da Europa do século 19 se acha na Rua Cézar Zama no Porto da Barra em Salvador, Bahia!

   Se nas operetas ambientadas no Império Austro-Húngaro aparecem pastores, camponesas e músicos ciganos, a vizinhança do Bistrô PortoSol conta com "figurantes" amigos. São pescadores e gente que trabalha na Praia do Porto, alugando cadeiras e guarda-sois, vendendo bebidas...

   Figuras folclóricas como o Buda, a Nice, o Carlos Batata, o Dunga e o Rasta Paulista entre outros. Tudo gente boa, ordeira e gentil.

   Não poderia haver cenário mais apropriado para o Bistrô PortoSol, com seu cardápio que leva os clientes a uma viagem gastronômica ao coração da Europa de séculos passados.

   Os coadjuvantes da opereta diária do Bistrô PortoSol, Maria Alice Lackinger, Jaqueline e o taverneiro Reinhard Lackinger fazem do frequentador do Bistrô, isto é, de você, o protagonista do espetáculo... com pratos da culinária austro-húngara, servo-croata, polonesa, grega, suiça, alemã e francêsa... e vida... muita vida!

* * *


   Novidades do Bistrô PortoSol:

   "Letscho"! ( Lecsó ) iguaria feita de pimentão vermelho, amarelo, verde, tomate despelado e cebola.

   Em duas versões: Letscho antipasto ( vegetariano ) e Puszta-Letscho com bacon defumado e linguiça.

  Prost




Reinhard e Maria Alice Lackinger

Bistrô PortoSol
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